quinta-feira, 30 de setembro de 2010

VENHA FAZER PARTE DA FAMÍLIA CEMEP.




 
       CATIVAR É AMAR, RESPONSÁVEL É VOCÊ PELO O QUE CATIVOU.

21 de Setembro, aniversário de Petrolina

 


 

O Ciúme  - Caetano Veloso

 

Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia

Tudo esbarra embriagado de seu lume

Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia

Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta

E se viu ferido justo na garganta

Quem nem alegre nem triste nem poeta

Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico vens de Minas

De onde o oculto do mistério se escondeu

Sei que o levas todo em ti, não me ensinas

E eu sou só, eu só, eu só, eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde

Petrolina, nem chegaste a perceber

Mas, na voz que canta tudo ainda arde

Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê

Tanta gente canta, tanta gente cala

Tantas almas esticadas no curtume

Sobre toda estrada, sobre toda sala

Paira, monstruosa, a sombra do ciúme


Feliz aniversário Gabriel!











                            Mamãe e irmãos felizes por mais um níver de Gabriel


 
 


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VOCÊS SÃO CHIQUES!





Amigas de escola,
Desde criança,
Criança que não aprendeu ainda o que é amar.
Criança que brinca sem malícias,
Só por brincar,
Para se divertir.

Sonho de Criança

 

 

O Bom Soldado


O Bom Soldado quando chega no quartel
Dá continência para o Sr. Capitão
O Bom Soldado marcha sempre em fileira
Honrando sempre a bandeira da nação

O Bom Soldado não tem medo do perigo
É corajoso,destemido e leal
O Bom Soldado tem amor pela justiça
Proteje o justo e persegue o marginal

"Soldado,sentido!Pelotão,marchar!
1,2 esquerda-direita!
1,2 esquerda-direita!"

Luana (maternal) contando a história da Branca de Neve.

Escola Cemep
Profª Thais e Lili  alunos do maternal e 1°  período

Projeto de Leitura

Contador de Histórias
Objetivo: Desenvolver nos alunos o habito da leitura, o prazer que ela nos proporciona e Desenvolver a comunicação entre PAIS E FILHOS e a expressão através de desenhos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

NIVER DE MARJURY NA ESCOLA








 


 



 


Deus nos criou a sua imagem e semelhança...

e deu-nos pessoas maravilhosas em nossos caminhos...
E nós agradecemos a Deus supremo por ter colocado você em nossas vidas...
Você, que é um grande exemplo de pessoa...
batalhadora, franca, amiga, e, acima de tudo isso...
você é uma pessoa muito importante para Deus e para nós...
Todos os dias agradecemos a este Deus maravilhoso que nos deu a vida...
Por ter você em nossos caminhos... E é em nome deste Deus, que queremos homenagiá-la com estas palavras de Nosso senhor Jesus Cristo:
Eu sou o caminho, a verdade e a vida...
Ele nos ensinou o caminho que devemos seguir...
Também o caminho da verdade, e que fazemos parte de sua vida...
Parabéns pelo seu dia...
o seu aniversário...

que Deus te dê muita paz,
e muitas felicidades...

A IMPORTÂNCIA DA RODINHA ESCOLAR

 


























 



“A escola dos pequeninos em de ser um ambiente livre, onde o princípio pedagógico deve ser o respeito à liberdade e à criatividade das crianças. Nela, os pequeninos devem poder se locomover, ter atividades criativas que permitam sua auto suficiência, e a desobediência e a agressividade não devem ser coibidas e, sim, orientadas, por serem condições necessárias ao sucesso das pessoas.”
“As tarefas das crianças pequenas nas creches e pré-escolas são muitas e de grande importância para o seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e o principal instrumento de que utilizam são as brincadeiras. Nesses locais, elas têm de aprender a brincar com as outras, respeitar limites, controlar a agressividade, relacionar-se com adultos e aprender sobre si mesmas e seus amigos, tarefas estas de natureza emocional.
(...)
O fundamental para as crianças menores de seis anos é que elas se sintam importantes, livres e queridas.”

domingo, 5 de setembro de 2010

Incentivos aos pais


PARTICIPAÇÃO

10 perguntas que os pais devem fazer aos professores

A participação dos pais na escola ajuda no desempenho escolar das crianças. Uma boa maneira de começar é falando com os mestres


Texto
Bruna Nicolielo

 

Demonstrar interesse pelo aprendizado das crianças é o primeiro passo para melhorar o desempenho escolar delas

Pais educam, escolas ensinam: apregoa um velho provérbio. De fato, é um erro atribuir à escola a total responsabilidade pelo desempenho escolar das crianças. Pesquisas em todo mundo mostram que o envolvimento da família na vida escolar dos filhos é vital para o desenvolvimento deles. A parceria pais + professores é considerada tão importante que governos pelo mundo investem em medidas para incentivar a presença dos pais na rotina da escola. Em Nova York (Estados Unidos), onde  medidas fizeram com que a cidade fosse considerada um dos sistemas com trajetória de forte melhoria no mundo, segundo um relatório da consultoria Mckinsey, de 2008, existem políticas públicas específicas para estimular a participação dos pais.

Uma das principais iniciativas tomadas pela prefeitura foi a de criar a posição de coordenador de pais para cada uma das escolas públicas da cidade. Esse profissional trabalha como mediador entre a escola e a família: acolhe os pais, tira dúvidas e ajuda quem não pode participar de reuniões da Associação de Pais e Mestres. No Brasil, o MEC, secretárias estaduais e municipais começam a se engajar nessa luta para envolver a família. As escolas brasileiras mais bem colocadas no Ideb (índice de desenvolvimento da educação básica) também têm estratégias para atrair os pais para dentro da escola. "Isso faz a diferença entre uma boa escola e uma mediana", diz Eliana Aparecida Piccini Coelho, diretora da escola André Ruggeri, de Cajuru (SP), com nota 7,9 no indicador governamental.

A participação é importante, sim, e por isso o trabalho dos pais precisa estar em sintonia com a escola. E, nada melhor, do que uma conversa (ou várias) com o professor da criança para descobrir como ajudar. "A família tem de contar com a escola para cuidar dos filhos, mas essa responsabilidade deve ser compartilhada. Senão, vira um jogo de empurra-empurra e quem sofre é a criança" diz Luciana Fevorini, coordenadora de ensino fundamental II do Colégio Equipe, em São Paulo.

Como começar a conversa com o professor? O contato pode ser informal, aproveitando as entradas e saídas da escola, ou por meio de um telefonema. "Os pais podem ligar para a escola e perguntar o melhor momento para falar com o professor. Mas a escola deve lembrar que a maioria dos pais trabalham e que, muitas vezes, alguns horários são proibitivos", diz a psicóloga e educadora Ana Inoue. É papel da escola propor momentos de contato entre pais e professores. Se a escola não fizer isso, a família pode exigir a abertura de um espaço para conversa.

Muitos pais, no entanto, podem sentir-se constrangidos em questionar os professores sobre a vida da criança na escola. O motivo, muitas vezes, é o desconhecimento. Demonstrar interesse pelo aprendizado do filho, independente do nível socioeconômico, é o primeiro passo para que ele melhore na escola. "Mesmo que não tenham estudos, os pais podem, sim, conversar com o professor", diz a pedagoga paulista Carmen Galuzzi. Para ajudá-lo na tarefa de iniciar o diálogo com o mestre de seu filho, consultamos especialistas e identificamos 10 perguntas que podem servir de ponto de partida.
 

PARTICIPAÇÃO

8 razões para ir à reunião de pais e mestres

É preciso cuidar com afinco da Educação do seu filho. E frequentar as reuniões escolares é um excelente começo. Quer ver?

 
por: Cynthia Costa
Daniel Aratangy 
Foto: Daniel Aratangy
É preciso cuidar com afinco da Educação do seu filho. E ser um frequentador assíduo das reuniões escolares é um excelente começo. Quer ver? O professor do seu filho conhece suas expectativas em relação ao trabalho dele? E você: sabe exatamente como é o dia-a-dia da criança na escola? Sabe como ela se relaciona com o professor e os colegas? Se você frequenta as reuniões de pais e mestres e mantém um diálogo constante com os profissionais que cuidam da Educação do seu filho, provavelmente deve estar com todas essas questões esclarecidas e, portanto, sentindo-se mais seguro. Sim, a reunião de pais e mestres não é um mero evento protocolar, que a escola organiza com o objetivo de dar algumas satisfações aos pais. “O objetivo das reuniões é compartilhar interesses e missões tendo em vista os benefícios para o aluno”, define a pedagoga Isa Spanghero Stoeber, uma das autoras do livro Reunião de Pais - Sofrimento ou Prazer?, da editora Casa do Psicólogo. Compartilhar é mesmo a palavra quando se fala nessas reuniões. Afinal, a relação entre a escola e os pais deve ser de parceria, como ressalta Carmem Silvia Galluzzi, autora do livro Propostas para reunião de Pais, da Editora Edicon. Para ela, as reuniões têm um grande poder de aproximar famílias e escolas. “Os pais recebem orientações, esclarecem dúvidas e, assim, estabelecem uma relação de confiança e cooperação com os professores.” Do ponto de vista social, estar presente nas reuniões também traz benefícios aos pais e, consequentemente, ao aluno, pois a troca de vivências é grande. “É importante que os pais dos alunos se conheçam e troquem experiências”, explica Fernanda Flores, coordenadora pedagógica da Escola da Vila, de São Paulo. Enumeramos aqui 8 razões para você sempre marcar presença nesses encontros e tirar o máximo proveito deles. 1) Conhecer a escola a fundo 2) Acompanhar o aprendizado 3) Esclarecer dúvidas de interesse geral 4) Conhecer seu filho sob outros pontos de vista 5) Firmar parceria com a escola 6) Entender as crises da idade 7) Conhecer para poder ajudar 8) Mais confiança para todos
 
 

PARTICIPAÇÃO

A moral da história

10 respostas para ajudar na formação de crianças e adolescentes

Texto Paulo de Camargo e Juliana Bernardino

É preciso medir e balancear atitude

A transmissão de valores é uma das preocupações que todo pai tem ao educar. Como fazer isso no dia-a-dia? Quais valores precisam ser passados? A escola pode ajudar? É natural que dúvidas acabem surgindo: o assunto é sério. Sem transmitir os valores humanos universais, não há como formar cidadãos éticos e preparados para viver em sociedade. Apesar de não existir respostas simples, é possível apontar caminhos a serem seguidos, com o objetivo de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados atualmente. Indisciplina, rebeldia, birra infantil, envolvimento dos jovens com álcool e drogas e os insatisfatórios níveis de aprendizagem estão entre as reclamações mais comuns das famílias (e das escolas). A pergunta que fica é “como chegamos a esse ponto?”. Para o psicoterapeuta e consultor organizacional José Ernesto Bologna, a realidade de hoje é conseqüência das transformações que marcaram o século 20 - perda do papel da religião como fonte de moralidade, desestruturação da família e, também, nascimento de um novo status para o jovem, que passou a ser reconhecido como uma força social com vontade própria. “Ser jovem passou a ser um ideal para toda a sociedade, mesmo para os idosos”, afirma. Muitos pais associam a Educação fincada na moral e nos valores com autoritarismo e acreditam ser um retrocesso ao conservadorismo. Educar para os valores é convidar alguém a acreditar naquilo que apreciamos, como, por exemplo, respeitar o próximo. Não há valor que se sustente sem bons exemplos. Não adianta os pais defenderem que a criança não pode agir como se ela fosse o centro do universo se eles próprios o fazem em seu dia-a-dia. O que você precisa saber para transmitir seus valores sem medo? 10 respostas ajudam na formação de crianças e adolescentes 1- O que são valores?
Segundo uma das definições mais aceitas na Educação, proposta pelo biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), valores são investimentos afetivos. Isso quer dizer que, apesar de se apoiarem em conceitos, estão ligados a emoções, tanto positivas quanto negativas. Educar para os valores é transmitir aos filhos ou alunos idéias em que realmente acreditamos – por exemplo, que vale a pena ouvir enquanto outra pessoa estiver falando. Ou que ficar muito tempo no chuveiro pode levar à falta de água para todos. Ou ainda que cada um é responsável por seus atos.
É claro que família e escola estão juntas nessa empreitada, mas a influência que elas exercem tem pesos diferentes. A escola pode dar um apoio fundamental aos pais, mas está longe de substituí-los na tarefa de educar. A família vem em primeiro lugar, pois os laços afetivos entre pais e filhos são dos mais fortes. 'Hoje, sabe-se que o ambiente moral da casa tem grande importância na formação das crianças', diz o psicoterapeuta José Ernesto Bologna. Para ele, os filhos acabam assumindo a maioria dos valores da família. 'O papel da escola é fundamental, mas não pode ser comparado ao da família', reforça a professora de Educação Infantil Andréa Félix Dias, doutoranda em psicologia. Segundo ela, na escola a criança e o adolescente estão em um ambiente de grupo, e precisam se adequar a um conjunto de regras bastante diferentes das que têm em casa.
Muitas famílias hesitam em transmitir valores por acharem que estão sendo moralistas e autoritárias. Mas este é um pensamento equivocado. Todo mundo precisa ter seus próprios valores, porque é a partir deles que derivam o caráter, as crenças e as opiniões de uma pessoa. Por outro lado, os pais não terão sucesso se tentarem impor o pacote todo aos filhos. É preciso aceitar que existem muitos outros fatores que interferem na formação do indivíduo, como, no caso da adolescência, o grupo de amigos, a necessidade de afirmação e aceitação no grupo e, também, a própria pulsão de ser diferente dos pais.
Não, os valores são relativos e por isso não são compartilhados da mesma forma por todas as pessoas. Existem valores que servem para uns, mas não para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso. É importante: ter clareza das próprias posições, reconhecer as próprias crenças, limites e aspirações e saber o que embasa nossas escolhas. Tanto melhor se nossos valores caminharem em direção a ideais mais universais. 'Alguns valores estão presentes na maioria das culturas, como a coragem, a perseverança, a compaixão', diz José Ernesto Bologna, psicoterapeuta e consultor organizacional, que complementa: 'do ponto de vista da Educação, é melhor buscarmos esses valores mais estáveis'. Os professores também precisam ter isso bem claro. Questões como ética, moral e valores devem ser trabalhadas dentro das escolas, mas de forma nenhuma podem ser tratadas como verdades inquestionáveis. 'Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas', ressalta Bologna. 'Por exemplo, professores podem procurar mostrar o quanto o deslumbramento pelo consumo e pela beleza física tem poucas chances de realmente corresponder a um ideal de felicidade factível. Todavia, se os alunos permanecerem achando que os shoppings são o melhor lugar do planeta, eles têm todo o direito de fazê-lo', concorda o psicólogo Yves de La Taille.
Sim, hoje em dia, a Educação requer informação e apoio, e a escola pode ser um braço-direito nessa questão. O problema é que muitos pais pedem socorro aos professores, mas nunca abrem mão de suas próprias soluções. 'Cada vez mais, quando a escola toma medidas disciplinadoras, a primeira providência dos pais é passar a mão na cabeça dos filhos, justificando seus atos e posicionando-se contra a escola', reclama a diretora de um colégio de elite na zona sul de São Paulo.
De maneira geral, sim, as escolas estão preparadas para se unir aos pais na Educação para valores. Cada vez mais as instituições tentam aliar o ensino de conteúdos com o trabalho com valores. E não apenas em disciplinas como Educação moral e cívica. Assuntos como gravidez precoce, por exemplo, estão sendo trabalhados nas mais diversas situações escolares. É o que educadores chamam atualmente de temas transversais, que podem cruzar as aulas de biologia, de português, de artes, entre muitas outras. Além disso, para dar conta não apenas dos conteúdos tradicionais, mas também das grandes questões que envolvem valores, as escolas vêm trabalhando com os extensos projetos pedagógicos, que buscam ir além do discurso e concretizar as idéias no cotidiano das crianças e jovens.
Sim, é grande a importância de se escolher uma escola afinada com os valores das famílias. Pais que querem ver seus filhos como operadores do mercado financeiro não devem procurar escolas antroposóficas. Pais conservadores, que vão buscar os filhos nas festas, não se darão bem em escolas liberais. Educar e formar pessoas completas requer diálogo. Para que os diálogos sejam produtivos, é importante que partam de conceitos compartilhados.
A criança precisa perceber claramente que as regras são definidas por aquele que está no comando: na escola, o professor; em casa, os pais. 'Família e escola precisam definir muito bem os seus códigos de conduta e têm o dever de fazer com que sejam seguidos pelos jovens', afirma Flávio Gikovate, diretor do Instituto de Psicoterapia de São Paulo.
Geralmente, porque, nesta fase, a influência do grupo é muito forte. Os adultos precisam entender que, na adolescência, a palavra principal não é formação, e sim transformação. 'Os jovens colocam os valores em dúvida, e querem testá-los, o que é fundamental para seu amadurecimento', diz o psicólogo e educador Paulo Gaudêncio. Isso, segundo ele, fará com que escola e família percam importância, enquanto crescerá muito a influência do grupo de convívio. O psicólogo Bologna considera importante também levar em conta que entre os valores principais da juventude são a imitação (dos amigos), a cumplicidade (com os amigos) e a transgressão (de limites). Os pais não devem se incomodar com isso, o que não significa que não precisem ficar atentos.
 
É preciso dar o exemplo! Isso mesmo, além de conhecerem bem os seus valores, os adultos precisam praticá-los em seu dia-a-dia, nas pequenas e nas grandes atitudes. O mesmo nas escolas. Se não for assim, os jovens ficam sem ter onde se segurar, onde apoiar suas crenças.Professores que cobram disciplina, mas chegam atrasados e não cumprem acordos; pais que cobram posturas cidadãs, mas levam a vida com 'jeitinhos', ou, bem mais comum, que fazem promessas e não as cumprem: tudo isso pode abrir caminho para a formação de pessoas que dão mais valor à imagem que à palavra.

ALFABETIZAÇÃO

Sopa de letrinhas

Existe um método mais eficiente para ensinar a ler e escrever? Alguns acreditam que sim. Outros preferem apresentar o mundo das letras às crianças e construir juntos o que funciona para cada um

O tempo do ba-be-bi-bo-bu ficou para trás

Deba­tes sobre a ­melhor ­maneira de alfa­be­ti­zar as crian­ças não são uma novi­dade dos nos­sos dias. "Por mais de um ­século, os esfor­ços de ­mudança das esco­las se con­cen­traram nessa ques­tão", diz Maria do Rosá­rio Longo Mor­tatti, pro­fes­sora livre-­docente da área de edu­ca­ção da Uni­ver­si­dade Esta­dual Pau­lista. Até o final do século 19, as esco­las cos­tu­ma­vam alfa­be­ti­zar ­usando os cha­ma­dos "méto­dos sin­té­ti­cos", que vão da "parte" para o "todo". O ­método alfa­bé­tico uti­liza as ­letras. O fônico, os sons cor­res­pon­den­tes às ­letras. O silá­bico, as síla­bas. Em um ­segundo momento, per­ce­beu-se que seria ­melhor uti­li­zar méto­dos ana­lí­ti­cos, que par­tem do todo. Pas­sou-se então a ensi­nar lei­tura e ­escrita a par­tir de pala­vras, sen­ten­ças ou his­to­rie­tas, que ­faziam mais sen­tido para as crian­ças, para só ­depois che­gar à aná­lise das par­tes: as ­letras. "Mui­tas esco­las mes­cla­ram os dois méto­dos, dando ori­gem ao ana­lí­tico-sin­té­tico ou vice-versa", diz Maria do Rosá­rio. A par­tir de 1980, porém, o uso des­ses méto­dos pas­sou a ser for­te­mente ques­tio­nado. "Nesse ­momento chega ao Bra­sil o pen­sa­mento cons­tru­ti­vista sobre a alfa­be­ti­za­ção, resul­tante das pes­qui­sas sobre a psi­co­gê­nese da lín­gua ­escrita, desen­vol­vi­das pela argen­tina Emí­lia Fer­reiro", ­explica Maria do Rosá­rio. As pes­qui­sas de Emí­lia muda­ram o foco de “como se ­ensina” para “como se ­aprende”. ­Parece pouco, mas essa ­mudança cau­sou uma revo­lu­ção.  "Suas pes­qui­sas mos­tra­ram que as crian­ças criam hipó­te­ses pró­prias sobre a escrita, muito antes de serem auto­ri­za­das pela ­escola a apren­der. E que o ­ensino pre­cisa dia­lo­gar com essas hipó­te­ses", diz Telma Weisz, coor­de­na­dora do curso de espe­cia­li­za­ção em alfa­be­ti­za­ção, do Ins­ti­tuto Supe­rior de Edu­ca­ção Vera Cruz. Para o pen­sa­mento cons­tru­ti­vista, dei­xar crian­ças peque­nas escre­ve­rem o que qui­se­rem num papel ou lousa faz parte da alfa­be­ti­za­ção. Elas não pro­du­zem rabis­cos, ainda que ­pareça. O que estão ­fazendo é se apro­xi­mar da cul­tura ­escrita. "Não é neces­sá­rio levar o ba-be-bi-bo-bu para a sala, nem falar da foné­tica. A ­criança per­cebe tudo sozi­nha. Isso é o que Emí­lia mos­trou. Para apren­der a ler, o que você pre­cisa é pen­sar sobre a ­escrita. Esse é o ponto difí­cil para algu­mas pes­soas enten­de­rem", ­afirma Telma. O pen­sa­mento cons­tru­ti­vista foi, gra­da­ti­va­mente, sendo dis­se­mi­nado entre os edu­ca­do­res nas esco­las bra­si­lei­ras. Mas a falta de um "método ­constru­ti­vis­ta" dei­xou os pro­fes­so­res per­di­dos. Eles enten­diam a teo­ria, mas se per­gun­ta­vam como fazer em sala de aula para tra­ba­lhar com essas hipó­te­ses dos alu­nos. "Com isso, às vezes sem ­admiti-lo, esco­las e pro­fes­so­res uni­ram, de for­mas pró­prias e muito dife­ren­tes, o que enten­diam da pers­pec­tiva cons­tru­ti­vista com os méto­dos antes uti­li­za­dos", diz Maria do Rosá­rio, que ­entende que não é pos­sí­vel pres­cin­dir de méto­dos, de um cami­nho, um pro­ce­di­mento.

Construtivismo: discurso e prática

Hoje, muitas ins­ti­tui­ções par­ti­cu­la­res dizem acre­di­tar no pen­sa­mento cons­tru­ti­vista. "Pra­ti­ca­mente não há esco­las que não se assu­mam cons­tru­ti­vis­tas", ­observa Fer­nando José de ­Almeida, ex-secre­tá­rio muni­ci­pal da Edu­ca­ção de São Paulo. "Só que isso não é real para ­grande parte delas, por­que, em mui­tos casos, o cons­tru­ti­vismo se tor­nou um dis­curso, mas não se cons­ti­tuiu em uma pra­tica", diz. Os colé­gios inte­gra­dos Domus Sapien­tiae e Mon­tes­sori Santa Tere­zi­nha, por exem­plo, ini­cial­mente usa­vam ape­nas o ­método ­fônico. "É uma téc­nica de deco­di­fi­ca­ção de sons ­criada no iní­cio de 1900. Com as pes­qui­sas de Emí­lia Fer­reiro, sabe­mos que a ­cri­ança está em con­tato com o mundo ­letrado desde cedo e que pre­ci­sa­mos tra­ba­lhar com isso, antes in­clu­sive de apre­sen­tar os sons. Valo­ri­za­mos mais do que antes a impor­tân­cia dos tex­tos, o tempo que ca­da aluno pre­cisa para ler e escre­ver", diz a coor­de­na­dora ­Solange ­Rodella. No colé­gio, desde peque­nas as crian­ças são esti­mu­la­das a ampliar o seu uni­verso de lei­tura, por meio de his­tó­rias, e a pen­sar sobre a cul­tura ­escrita. "Aos 6 anos, apre­sen­ta­mos gra­fe­mas e fone­mas às crian­ças", conta. ­Depois das ­vogais, elas apren­dem, por meio dos sons, o "PVR" e daí por ­diante. ­Entram, então, os dita­dos: a par­tir de um dese­nho, o aluno forma a pala­vra com letri­nhas de ­madeira. Após a cons­tru­ção das pala­vras, há o ­momento de auto-cor­re­ção, pois a ­criança tem a seu lado o ­modelo cor­reto. "Enten­de­mos que de nada ­adianta ter ­idéias e não saber ­expressá-las orto­gra­fi­ca­mente, assim como não há vali­dade em escre­ver cor­re­ta­mente, mas sem ­idéias", ­afirma ­So­lange. "Torna-se impos­sí­vel sepa­rar os dois". 
 

LITERATURA

A importância da leitura

Como incentivar seu filho a ler - e a ter amor pelos livros

Educar
 

Pesquisas mostram que quanto mais cedo se começa ler maiores são chances de se tornar um leitor assíduo

 
Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP). A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras. Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda. Então, o que está esperando? Veja nossas recomendações e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leito